sexta-feira, novembro 14, 2008

COUNTDOWN

Toda esta vida é um autêntico “countdown”.
Desde que nascemos, que cada dia estamos mais perto de morrer; a cada segundo que passa estamos menos novos.
Até aqui, nada de novo – tudo isto é bastante óbvio – mas o countdown a que me refiro não é nenhum lançamento de um novo foguetão ao espaço, nem uma bomba atómica a ser testada. É uma situação mais pessoal. E arriscada. Penso ser este um dos termos mais adequados, quando tomei a decisão de mudar de emprego, de casa, de cidade, de país. O Continente (por enquanto) fica o mesmo, mas de resto, tudo muda.
Pode-se dizer que me cansei demasiado da minha profissão, do andamento e do rumo que tomava a minha vida – o sentimento de que necessitava de um verdadeiro abanão, era cada vez mais forte e explícito. Então decidi mudar logo tudo
de uma só vez.
Qual o meu futuro e o da minha família? Apenas o tempo o dirá, mas se decidi mudar, logicamente que é sempre para procurar melhores condições de vida.
Para além de mudar de profissão, de cidade e de país, o mais complicado para mim, irá ser a barreira linguística. É que simplesmente não sei mais do que 2 ou 3 palavras de alemão.
A situação seria um pouco diferente se fosse embarcar para um país em que dominasse a língua, como Inglaterra, Estados Unidos, etc. Mas apesar desse entrave que irá ser temporário, estou bastante confiante e esperançado de que tudo irá correr pelo melhor.
E o tic-tac continua…
Daqui a cerca de 3 semanas, faço check-in na Portela, com destino a Basel. Apesar de aterrar em terras suíças, o meu destino é o sul da Alemanha. Cidade pequena (no que a metros quadrados diz respeito), mas bastante desenvolvida tanto a nível comercial, como industrial. Lorrach.
Aguardam-se os próximos episódios, mas entretanto aqui ficam algumas pic’s da cidade...

















































































domingo, setembro 07, 2008

Nevoeiro no cinema


Dos maiores barretes que apanhei nos últimos tempos, cinefilamente falando.
“The Mist”, ou como se diz em Português, “Nevoeiro Misterioso”, é um filme daqueles que vamos vendo e ficamos à espera a qualquer momento de um click na história – qualquer coisa que nos estimule e motive para continuar de olhos colados no ecrã.
Nah…isso é que era bom. Lá vamos nós, a aguardar, a aguardar…e nada.
Não entro em pormenores para não contar o essencial da história, apenas digo que o argumento, quanto a mim, é muito rasteirinho e acaba por ter um final algo inesperado, mas bastante “cocó”.
A ideia com que fiquei deste filme é que, o realizador acabou por se enlear na própria teia que construiu, e depois no fim teve que arranjar um final.

Enfim, bastante fraquinho.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Allgarve - Sotavento...adivinham onde ?


Santa Terrinha


Veraneantes e turistas de pé descalço

As férias já lá vão.
Foram curtas, como sempre.
Ao contrário de muitos portugueses, normalmente vou para o mesmo local passar os meus merecidos (?) dias de descanso, para não variar, fazendo uma praiazinha lá para os lados do Sotavento algarvio. Razão: não sou rico para ir para “Piunta Cana”, como muitos.
Apesar de adorar aquela zona, confesso que já não tem tanta “piada” como tinha à uns anos atrás. Sim, apesar de não estarmos a ficar mais novos, e de uma das razões ser essa mesmo, a de que as férias tinham aquele sal e pimenta nos verdes anos e agora como já sou cota, vimos aquilo com outros olhos.
Tudo isto é verdade – já lá vão os tempos em que passávamos as noites numa discoteca de praia a curtir o som e as miúdas (produto nacional ou estrangeiro – a música, claro J). Depois lá fingíamos que dormíamos qualquer coisa, para depois voltarmos à carga em mais um dia no areal e nas ondas.
Por tudo isto e muitas outras coisas que não vêm agora ao caso, o Verão era uma maravilha. Era a hora de rever os amigos conhecidos noutros verões e que tal como eu, não falhavam as férias na santa terrinha (daqui a pouco já descobriram o local, e convém manter o “suspense” – tem mais piada).
Quase tudo agora está a mudar, apenas tal como eu, os meus amigos continuam fieis ao local escolhido para as “vacances”.
Onde dantes existia uma praia praticamente deserta, frequentada quase em exclusivo pelos locais, já que o acesso tinha que ser feito de barco ou a nado, agora essa mesma praia, é um autêntico resort de abastados, desfilando as suas jóias, carros e outros bens que tanto status lhes dá.
Naquela zona exitem 3 praias. Esta era a mais “virgem”, e como tal, passou a ser moda.
A outra já era mais elitista, devido à Aldeia Turística situada em frente (a aldeia turística nasceu ali primeiro, só depois é que a praia ali foi construída), continua como tal.
Lá, quase todos se chamam Lourenços, Martim’s ou Bernardos. Zabelinhas, Kiki’s ou Manuxas.
Depois temos a outra, que também só lá conseguimos ir apenas de barco ou mandando braçadas até à outra margem. Essa outra, que não gostava muito, nem sei bem porquê, passei a gostar mesmo muito, talvez por não se ver tanto “queque”e por não me identificar NADA com a “escumalha fina” que resolveu invadir um local que estava tão bem sem eles.
Lamento ser assim tão anti-progressista em relação a este tema (juro, cruzando os dedos indicadores um no outro, enquanto os beijo), mas não consigo ver isto de outra forma.
Dando um exemplo da mentalidade de muito tuga que se julga acima dos outros, mas ao mesmo tempo não imagina as tristes figurinhas que fazem, assisti a um (quase) monólogo entre galegos, isso mesmo, mas daqueles que não são de Vigo, que vivem ali na zona do Douro ou por aí.
Estava eu descansadinho a fumar o meu paivante, quando numa casa perto da minha, alugada onde estavam meia dúzia de inquilinos da zona acima referida, se juntam mais uns quantos, acabadinhos de chegar da Galiza tuga.
Nisto, a matriarca da casa, uma senhora já com idade para ter juízo, praí com os seus cinquentas, vira-se para os recem-chegados e diz, de braços no ar, desmonstrando ainda mais a sua actuação (atenção que a citação da senhora é curta e pode não ter muita piada, mas a mim deixou-me sem reacção…).
- “Até que enfim que já chegaram. Isto aqui é um mundo à parte…” (e agora a parte final, para arrebatar) “Chegaram à terra dos Mouros…”

(Ao relembrar-me disto e estar a transcrever tão sábias palavras, continuo com aquele sorriso de censura azeiteira)
A pergunta que sou obrigado a fazer é…o que leva uma respeitável senhora de meia idade vinda do nuôrte carago, a fazer estes comentários gratuitos ?
Será que ela terá visto por terras algarvias alguns seres esverdeados, viscosos e baixinhos com as antenas a piscar?
Ou será que tão sábia senhora nunca terá saído da sua admirável aldeia, e aí sim, já faz mais sentido dizer que o Algarve é um mundo à parte?
Enfim, muitas outras perguntas se impunham, mas agora não me apetece.
Por estas e muitas outras razões, é que continuo a preferir ir almoçar ao “Casarão” ou numa tasca de à 50 anos atrás, em que há peixe seco ou ovas dentro da arcas, e que são atiradas para cima do balcão quando as peço.
Piada tem continuar a ver as traineiras a chegar e a abalar para o mar.
Piada tem ir para a praia num barco que mais parece um poliban a remos, e remando contra a maré.
Piada tem ir apanhar bocas de cavalete e no fim, vir de lá com lama até nos tintins.
Piada tem ir-se ao pão quente às 2h da manhã e comê-lo com manteiga até rebentar o estômago.
Piada tem comer sardinha em cima do pão (cá agora de faca e garfo…)
Enfim, podia ficar aqui o resto da semana a debitar motivos para desejar que o tempo na Santa Terrinha não evoluísse.
É um caso à parte.
Tenho andado afastado do meu espaço blogger, apesar de continuar a ser mirone de muita coisa que se continua a fazer por aí.
Vou tentar manter este estaminé actualizado com mais regularidade.

Apenas prometo parvoíces, coisas que me vão cá dentro, e que repente...blop! Saltam para aqui.

Desculpem lá.

terça-feira, agosto 26, 2008

Gira-disquistas vs. marteleiros



Bem sei que a hora é tardia e que muito provavelmente as audiências também não devem ser grande fenómeno aquela hora da noite. Apesar disso, continuo a achar que o dj de serviço no programa da SIC “Todos Em Linha”, transmitido lá pras 3h da matina, é um autentico assassino musical.
Ele esventra completamente os temas, mete-os a lutar entre si como se não houvesse amanhã. Aquilo fere mesmo os ouvidos. Por momentos dá aquela sensação de estarmos numa qualquer feira entre dois carrosséis, em que num lado ouvimos o Bob Sinclair a assobiar, e no outro está o Samin com os seus acordeãos amestrados.
Uma autentica batalha musical.
Pois é srs. da SIC, vejam lá isso porque senão têem que me indemnizar por não colocarem uma advertência (tipo mira técnica) quando mudarmos para o canal, a avisar de que o programa que vamos ver dentro de momentos pode causar danos irreversíveis nos ouvidos alheios.
Ah, já pra não falar nos danos mentais, em que não estamos livres de começarmos a apreciar musica de carrinhos de choque.
PS: Não, não se enganem, pois sou um grande apreciador de musica de dança, alias de quase todo o tipo de musica. Tem é que ser de qualidade, e não musicas feitas no “Dance eJay”.
“I’m blue, da ra di dam dam dam…”

segunda-feira, junho 23, 2008

Lições de vida

Há certos provérbios, ditados populares, citações (enfim, chamemos-lhe o que quisermos) que são mesmo pura verdade, e reparamos nisso quando vivemos situações que são expostas nessas máximas.
Caso disso, é o célebre “Só damos valor a algo ou alguém quando realmente o/a perdemos”.
Nunca esta máxima me bateu tão forte e fundo quanto agora.

Certo é que a vida nos ensina muita coisa, e que por vezes não estamos preparados para assumir certas responsabilidades ou compromissos. Mas a vida é assim mesmo. Uma constante prova de avaliação sumativa em que temos que ir juntando notas positivas se nos quisermos manter à “tona da água”.
Sinto que estou neste momento a braços não com uma prova sumativa de passagem de ano, mas sim a fazer uma frequência de final de curso, que vai ditar o rumo do resto da minha vida. E o mais grave é que a prova já começou e eu ainda não sei se estou preparado para a concluir com sucesso, dado a importância da mesma e da minha falta de preparação até aqui. É o que dá faltar às aulas e não tomar atenção aquilo que os professores dizem.
Uma coisa é certa: a minha vontade em ter êxito é a maior do mundo. E a minha maior fé, é que com esta vontade, hei-de conseguir.

Os dias vão passando, a dor continua alojada em mim, como um mexilhão que se agarra na rocha, querendo fazer lá a sua vida, até à eternidade. A minha luta é essa: fazer desgrudar o mexilhão de dor, da rocha que tenho sido.
Sei que quando temos um problema, e apesar de aqueles que gostam mesmo de nós fazerem tudo para nos ajudar a tirar esse maldito mexilhão, temos que ser nós próprios a ter a capacidade de dar a estocada final no libertar de nós aquilo que nos atormenta.
Pois é.
Nestes últimos dias tenho aprendido muito.
Tenho aberto mais o coração e os sentidos, tenho ouvido mais os meus sentimentos, tenho percebido quem e o que é realmente importante na (minha) vida.
Já pensei em abandonar tudo e todos e partir para sitio indeterminado para, ficando longe, tentar conseguir suportar mais a minha dor, aquela que não se vê, mas que só eu sei o peso e a corrosão que me tem consumido.

Poderia ficar algumas semanas a debitar para aqui os meus sentimentos mas por agora é isto que sinto, e por isso, é isto que escrevo. Foi mais isto que aprendi. Sinto, digo. Sinto, escrevo. Sinto, amo. Sinto, choro. E ultimamente tenho vertido mais lágrimas do que no resto da minha vida até aqui. Depois sinto-me um pouco mais leve, mais sereno. Logo de seguida, aí está ela de volta, essa indesejada, a dor, a provocar-me mais lágrimas. E mais...e mais.

Não me quero curar desta situação. Quero sim, curar quem sequei, amar de verdade quem não se sentiu amado por mim.
Lamento. Profundamente.
Tenho sido um puto imaturo até aqui. Não sei se é pelo tal sentimento de perda, acho que, agora é de vez, todos vamos evoluindo, e acho que a minha fase de transformação em relação aos meus sentimentos está a dar-se.
Acho que até aqui, sentia uma espécie de vergonha. Vergonha não, inibição em mostrar os meus sentimento a quem verdadeiramente amo, e aos outros.
Não tenho que mostrar nada aos outros, tenho sim que fazer com que aqueles que amo se sintam realmente amados.
Aí sim, estou no bom caminho.
Diz-se que recebemos em igual medida, aquilo que damos aos outros.
É outro pensamento que acho tão simples, delicioso e verdadeiro.
Não quero ter medo de amar.
Sem amor, somos nada.
E eu ainda quero ser alguém. Sei que mereço isso. Sei que o vou conseguir.

quinta-feira, maio 01, 2008


Ah, ganda Ronaldo !! Devias estar cá com uma "pele"
que nem soubeste distinguir 3 prostitutas, de 3 travestis

terça-feira, abril 08, 2008

Simply the Bes7


"...Gastei a maior parte da minha fortuna em alcool, mulheres e carros rápidos.
O resto desperdicei em coisas desnecessárias."

George Best
1946-2005