segunda-feira, setembro 17, 2007

País na forca


GE Money, Cofidis, Cetelem, Lyberdade, Credifin, Citybank, Capital Mais, Multi Crédito, etc...

O que têm todos estes nomes em comum? Todos, ou quase todos nós devemos saber ou pelo menos ter uma ideia, não muito longe da realidade, o que são e para que servem.

Servem para nos “facilitar” a vida, para nos tirar de um sufoco, de uma emergência. Pois...o problema está em que quando alguém se mete com estes salvadores dos pobres e oprimidos, estamos nada mais, nada menos do que a assinar a nossa sentença de morte a uma saúde financeira tão debilitada como já é a nossa, e a colocarmo-nos nas mãos destes abutres de fato e gravata e de sorrido nos lábios, com ar tão angelical.

Já nos habituámos a ser invadidos pelas nossas casas a dentro a toda a hora e minuto por esses senhores, eles dão dinheiro com se não houvesse amanhã, sem burocracias, é só ligar, enviar um sms, enfim...o paraíso para qualquer desgraçado que está com a corda ao pescoço e precisa desesperadamente duma luz ao fundo do túnel para de alguma forma atenuar a sua desgraça e a dos seus.

Ora agora pergunto eu: qual é o mérito que essas empresas têm em que quando VENDEM dinheiro a juros mais altos que a estratosfera, a pessoas que realmente estão com dificuldades financeiras, estão ao mesmo tempo a colocar-lhes o segundo pezinho na cova?

Já não posso olhar, por exemplo, para aquele estarola da Cofidis que me invade o lar a todo o momento em que com um sorriso de buxanxa parolo, vem dar a boa nova de que aquela é a solução para todos nós. Vida livre ?? Com esses juros todos que vocês põem em cima?

Honestamente, acho todas estas campanhas mediáticas um atentado à saúde mental de todos nós, sinto-me um autentico provinciano ao olhar para aqueles anúncios todos cheios de piadolas e de boa disposição, como se me estivessem a oferecer uma ida ao circo.

Isto tudo pode parecer um pouco repuxado, mas honestamente parece-me simplesmente que os senhores que criam estes negócios mercenários para além de terem olho para o negócio, não têm problema nenhum em estarem a empobrecer e a endividar SERIAMENTE a Nação.

Nunca, como nos últimos anos tem aparecido nos media, tanta vez, entidades como a DECO, a alertarem para o endividamento dos portugueses, que evitem o consumo desmesurado e que caiam no conto do vigário, o acesso fácil a crédito apenas estalando os dedos.

Fica aqui a minha opinião sobre este flagelo que felizmente não me afecta, já que continuo a preferir, quando necessito, pedir um crédito numa entidade bancária de confiança, do que a esses “Messias do crédito pessoal”.

Sem comentários: